Disney e NBCUniversal processam Midjourney por uso de direitos autorais em imagens de IA
Estúdios acusam geradora de imagens por IA de “poço sem fundo de plágio” e pedem liminar para barrar uso de personagens famosos sem permissão.
A Disney e a NBCUniversal entraram com um processo judicial contra a Midjourney, acusando a startup de inteligência artificial de violar direitos autorais ao usar personagens protegidos para treinar e gerar imagens por IA.
A ação, protocolada em um tribunal federal de Los Angeles, alega que a Midjourney pirateou acervos das gigantes de Hollywood, criando e distribuindo, sem permissão, cópias de personagens como Darth Vader (Star Wars), Elsa (Frozen), Minions (Meu Malvado Favorito), Shrek, Homer Simpson e outros ícones do entretenimento mundial.
Os estúdios afirmam que notificaram a Midjourney para interromper as infrações ou adotar medidas tecnológicas que impedissem a criação de personagens protegidos, mas foram ignorados.
Segundo a Disney e a Universal, a startup continuou a lançar novas versões do serviço, com imagens infratoras de qualidade ainda maior. O processo pede uma liminar para impedir a reprodução dessas obras e indenização por danos não especificados.
A Midjourney, fundada em 2021 por David Holz, permite que milhões de usuários criem imagens vívidas por IA a partir de comandos de texto, e monetiza o serviço por assinaturas pagas. Em 2024, a empresa teria gerado US$ 300 milhões em receita.
O CEO já admitiu publicamente que o banco de dados da empresa foi construído com:
Uma grande raspagem da internet, sem consentimento dos autores originais, alegando que “não há realmente uma maneira de obter cem milhões de imagens e saber de onde elas vêm”.
O que está em jogo no processo Disney e Universal vs. Midjourney?
A ação judicial foi protocolada em um tribunal federal em Los Angeles, Califórnia, nesta quarta-feira, 11 de junho de 2025.
- Violação de direitos autorais: Estúdios alegam uso indevido de personagens e obras protegidas para treinar e gerar imagens por IA. As duas gigantes do entretenimento alegam que a Midjourney, uma das mais populares ferramentas de geração de imagens por IA a partir de texto, usou e continua a usar suas vastas bibliotecas visuais de obras protegidas por direitos autorais para treinar seus modelos de IA. O resultado são inúmeras imagens geradas que reproduzem descaradamente personagens icônicos sem permissão ou compensação.
- Liminar e indenização: Disney e Universal pedem que a Justiça proíba o uso não autorizado e determine compensação financeira.
- Debate global: Caso reacende discussão sobre limites do “uso justo” e responsabilidade das empresas de IA ao usar material protegido.
- Precedente jurídico: Decisão pode influenciar processos semelhantes de artistas, autores e gravadoras contra empresas de IA.
A queixa de 110 páginas inclui exemplos de imagens geradas pela Midjourney que retratam personagens protegidos por direitos autorais de ambas as empresas, como:
- Disney: Darth Vader (Star Wars), Elsa e Olaf (Frozen), Buzz Lightyear (Toy Story), Homem de Ferro (Marvel), Yoda (Star Wars).
- NBCUniversal: Minions (Meu Malvado Favorito), Shrek, Homer Simpson (Os Simpsons).
Os estúdios foram contundentes em suas acusações, descrevendo a Midjourney como “o carona grátis por excelência de direitos autorais e um poço sem fundo de plágio”. Eles afirmam que a Midjourney “se serviu de incontáveis” obras protegidas sem permissão ou compensação.
Impactos para tecnologia, mídia e o Brasil 🎬
Disney e NBCUniversal afirmam que contataram a Midjourney anteriormente para que parassem com essas ações e implementassem salvaguardas para evitar futuras infrações. No entanto, em vez disso, a empresa teria lançado novas versões de seu serviço de imagem que produziam imagens não autorizadas “ainda mais precisas e de alta qualidade”. Eles afirmam que “pirataria é pirataria, e o fato de ser feita por uma empresa de IA não a torna menos infratora”. E agora?
- Empresas de IA: Tendem a rever práticas de coleta e uso de dados protegidos, sob risco de processos e liminares.
- Mercado criativo: Artistas, roteiristas e estúdios buscam garantir remuneração e proteção de suas obras frente ao avanço da IA.
- Brasil: Tema pode inspirar debates e regulamentações nacionais sobre uso de conteúdo protegido em ferramentas de IA.
- Disney e NBCUniversal processam Midjourney por uso de personagens protegidos em imagens de IA.
- Estúdios pedem liminar e indenização, e caso pode definir novos rumos para direitos autorais na era da inteligência artificial.
Perguntas frequentes 🔍
- O que a Midjourney faz? Gera imagens (e em breve vídeos) por IA a partir de comandos de texto, usando banco de dados coletado da internet.
- Por que Disney e Universal estão processando? Alegam que personagens e obras protegidas foram usados sem permissão para treinar e gerar imagens.
- O que os estúdios pedem? Liminar para barrar uso não autorizado e indenização por danos.
- Isso afeta outras empresas de IA? Sim, pode abrir precedente para novas ações de artistas, gravadoras e veículos de mídia.
- O que muda para o usuário? Possível restrição na geração de imagens de personagens famosos e mais exigência de transparência sobre fontes de dados.
O processo contra a Midjourney se junta a outras ações legais de alto perfil contra empresas de IA, como o The New York Times contra a OpenAI e Meta, e vários autores contra empresas de IA por uso de seus livros.
Este processo é um claro sinal de que a indústria do entretenimento não tolerará o uso não licenciado de sua propriedade intelectual por ferramentas de IA e está determinada a defender os direitos autorais na era da inteligência artificial.
A Midjourney já foi alvo de outros processos por uso não autorizado de obras de artistas e, em 2024, um juiz da Califórnia considerou plausível a acusação de que a empresa armazenou e usou trabalhos sem permissão para treinar seus modelos de IA.
ps: obgda por chegar até aqui, é importante pra mim 🧡