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As 7 mulheres que criaram a IA e ninguém te contou [elas mudaram o mundo]

por Amanda Ferreira 18/02/2026
Por Amanda Ferreira 18/02/2026 50 views
Colagem com retratos de Ada Lovelace, Fei-Fei Li, Joy Buolamwini e Mira Murati — as mulheres pioneiras que construíram a inteligência artificial moderna e foram apagadas da história oficial.
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O Wi-Fi foi inventado por uma atriz. O ChatGPT foi construído por uma albanesa. As 7 mulheres por trás da IA que você usa todo dia — e que a história quase apagou.

Você abre o ChatGPT, pede uma imagem no DALL-E, usa reconhecimento facial no celular e nunca parou para pensar: quem construiu isso? A resposta que o mercado vende é sempre a mesma — homens brancos, universidades americanas de elite, moletons cinza e garagens no Vale do Silício. Isso é, no mínimo, uma meia-verdade conveniente.

O custo invisível dessa narrativa é duplo: apaga contribuições reais que mudaram o rumo da tecnologia e, ao mesmo tempo, envia uma mensagem implícita para cada menina que ainda está decidindo se entra ou não na área de exatas — “esse mundo não foi feito para você”. É uma mentira que se autoperpetua e que custa caro em talento perdido.

Este artigo é um acerto de contas com a história. Não é lista de homenagem vazia. É o registro técnico e humano do que cada uma dessas mulheres construiu, por que isso importa até hoje e por que você provavelmente usa o trabalho delas sem saber.

Neste guia: 7 perfis completos com contribuição técnica, impacto real e a nuance que ninguém conta — mais uma tabela que vai mudar como você enxerga toda a história da computação.

✨ Este guia é perfeito se você:

👤 Usa IA todo dia e quer contexto real
Você já tem ChatGPT, Gemini, Canva IA no seu dia a dia — mas nunca soube quem de verdade está por trás dessas ferramentas
👤 Criador de conteúdo que quer engajamento real
Você sabe que conteúdo de “justiça histórica” viraliza — e quer um texto com dados concretos para postar, compartilhar e comentar
👤 Mulher na tecnologia (ou querendo entrar)
Você precisa de referências reais, não motivacionais. Mulheres que construíram coisas técnicas, enfrentaram resistência e ganharam mesmo assim

🧠 O que você precisa saber em 1 minuto:

  • A IA moderna tem raízes femininas: do primeiro algoritmo da história (Ada Lovelace, 1843) ao banco de dados visual que treinou os modelos de hoje (Fei-Fei Li, 2009), mulheres estão na base de tudo
  • Apagamento é sistemático, não coincidência: Grace Hopper criou o compilador que tornou a programação acessível — e durante décadas foi creditada apenas como “colaboradora”. O termo “debugging” veio dela, literalmente, de uma mariposa presa num relé em 1947
  • A batalha ainda está acontecendo: Timnit Gebru foi demitida do Google em 2020 por denunciar viés nos modelos de linguagem. O artigo que custou seu emprego é hoje referência mundial em ética de IA

⚡ TL;DR

  • Tempo: 14 min (ou pule direto para os perfis)
  • Nível: Iniciante | Intermediário
  • Você vai levar: 7 histórias com dados técnicos + tabela de legado + tabela “o que você usa hoje que foi feito por mulher”
  • Valor: contexto que transforma como você enxerga a IA que usa todo dia

🚀 Navegação rápida:

Ver os 7 perfis
Tabela de legado
Tabela: o que você usa hoje
ATUALIZADO
Fevereiro de 2026: Dados do Gender Shades corrigidos para os números do paper original publicado nos Proceedings of Machine Learning Research — percentuais verificados na fonte primária

Índice

  • Por que esse apagamento acontece (e por que importa agora)
  • Tabela 01: Legado técnico das 7 pioneiras
  • Tabela 02: O que você usa hoje que foi inventado por uma mulher (essa vai te surpreender)
  • Os 7 perfis completos
  • SOS: como identificar viés de gênero na IA que você usa
  • O que a história oficial errou
  • Caso real: o algoritmo que não via mulheres negras
  • Amanda aconselha
  • FAQ

Por que esse apagamento acontece (e por que importa agora)

Existe um padrão documentado que pesquisadores chamam de “efeito Matilda” — o fenômeno em que contribuições científicas de mulheres são sistematicamente atribuídas a homens ou simplesmente ignoradas. Na ciência da computação e na IA, esse efeito foi especialmente devastador. Não porque as mulheres contribuíram menos, mas porque os sistemas de registro, patente e crédito acadêmico foram construídos por e para homens — e ninguém revisou o histórico.

O motivo pelo qual isso importa em 2026 é técnico, não sentimental. Modelos de IA aprendem com dados históricos. Se os dados históricos que treinaram sistemas de reconhecimento facial, sistemas de contratação e algoritmos de crédito foram construídos por equipes homogêneas, esses modelos reproduzem os mesmos pontos cegos. Joy Buolamwini demonstrou isso com dados: sistemas de reconhecimento facial de IBM, Microsoft e Face++ erravam até 34,7% das vezes ao identificar mulheres de pele escura, enquanto erravam apenas 0,8% para homens de pele clara. Isso não é teoria — é resultado direto de quem estava (e quem não estava) na sala quando os dados foram coletados.

Pilar 1: O apagamento começa no crédito, não na capacidade

Ada Lovelace escreveu o primeiro algoritmo da história em 1843 — publicado como “notas de tradução” de um artigo de Charles Babbage. Por décadas, o crédito principal ficou com ele. A linguagem de programação Ada, criada pelo Departamento de Defesa americano em 1980 e usada em sistemas críticos de aviação e defesa até hoje, leva o nome dela. O fato de você nunca ter aprendido isso na escola não é acidente — é o efeito Matilda funcionando em tempo real.

Pilar 2: A contribuição mais invisível é a de infraestrutura

Ninguém vira capa de revista por criar infraestrutura. Mira Murati liderou como CTO da OpenAI o desenvolvimento simultâneo do ChatGPT, do DALL-E e do Codex. Quando o ChatGPT bateu 100 milhões de usuários em dois meses, os holofotes foram para Sam Altman. Murati era a arquiteta técnica. Ela anunciou sua saída da empresa em setembro de 2024, declarando publicamente que queria “criar espaço para minha própria exploração” — depois de seis anos como a pessoa responsável por fazer a tecnologia funcionar.

Pilar 3: Denunciar o problema também é contribuição técnica

Timnit Gebru não ficou famosa por construir um modelo. Ficou por ter a coragem técnica e intelectual de publicar um artigo mostrando que os grandes modelos de linguagem têm riscos ambientais e de viés que o Google não queria discutir. Ela foi demitida. O artigo foi censurado internamente. Mais de 1.400 funcionários do Google assinaram uma carta de protesto. Hoje, o campo inteiro de ética em IA cita esse episódio como marco. Identificar o que está errado antes que cause dano em escala é, objetivamente, uma das contribuições mais valiosas que um pesquisador pode fazer.

💡 Atalho: Já sabe o contexto? Pule direto para os 7 perfis

Tabela 01: Legado técnico das 7 pioneiras da IA

Use esta tabela para ter o resumo técnico de cada nome antes de mergulhar na história completa.

#NomePaís de origemO que ela construiuImpacto direto hojeReconhecida em vida?
1Ada LovelaceReino UnidoPrimeiro algoritmo da história (1843) e a ideia de que máquinas poderiam ir além de cálculos — processar símbolos, criarBase conceitual de toda programação; linguagem Ada ainda usada em aviação e defesaParcialmente | crédito dividido com Babbage por décadas
2Grace HopperEstados UnidosPrimeiro compilador da história (1952); linguagem COBOL; o conceito de “debugging”COBOL processa 95% das transações em caixas eletrônicos e 80% das transações de cartão de crédito presenciais no mundoSim | medalha presidencial em 2016 (post-mortem)
3Fei-Fei LiChina | Estados UnidosImageNet (2009) — banco de dados de 14 milhões de imagens que treinou a visão computacional modernaGPT-4o, Gemini e todos os modelos multimodais de hoje foram viabilizados pela infraestrutura conceitual que ela criouSim | chamada de “madrinha da IA” pela Forbes
4Mira MuratiAlbânia | Estados UnidosCTO da OpenAI; liderou tecnicamente o ChatGPT, DALL-E, Codex e SoraOs produtos que definiram a era de IA generativa pública foram arquitetados sob sua liderança técnicaParcialmente | Sam Altman recebe a maioria dos holofotes
5Joy BuolamwiniCanadá | Estados UnidosPesquisa “Gender Shades” no MIT (2018) — provou com dados que IA de reconhecimento facial erra até 34,7% com mulheres negras vs. 0,8% com homens brancosIBM, Microsoft e outros revisaram algoritmos após a publicação; criou o campo de “IA justa”Sim | fundadora do Algorithmic Justice League
6Timnit GebruEtiópia | Estados UnidosCo-liderou ética de IA no Google; artigo sobre riscos dos LLMs que o Google tentou suprimir (2020)Artigo censurado é hoje referência mundial; fundou o DAIR Institute (pesquisa de IA independente)Pela comunidade sim | pelo Google, foi demitida por sua contribuição
7Gabriela de QueirozBrasilDiretora de IA na Microsoft for Startups; fundou R-Ladies (rede global) e IA InclusiveR-Ladies tem capítulos em mais de 60 países e formou milhares de mulheres em ciência de dadosSim | referência nacional e internacional em diversidade em IA

Tabela 02: O que você usa hoje que foi inventado por uma mulher (essa vai te surpreender)

Esta tabela é o que especialistas em história da computação sabem — e o público geral quase nunca descobre. Cada linha abaixo é uma tecnologia que você usa agora, neste exato momento, cuja base foi criada ou viabilizada por uma mulher. Não é metáfora. É a cadeia técnica verificada.

⚠️ Aviso antes de ler: o celular que você está segurando agora existe, em parte, por causa de Hedy Lamarr. Respire fundo e continue.
#Tecnologia que você usa hojeQuem criou a baseO que ela fez exatamenteAnoO que o mundo disse na época
01Wi-Fi, Bluetooth e GPSHedy Lamarr — atriz austríaca, refugiada da 2ª GuerraInventou o frequency hopping spread spectrum — a tecnologia de “salto de frequência” que impede sinais de serem interceptados ou bloqueados. Patenteou em 1942 (patente nº 2.292.387). A tecnologia foi usada durante a Crise dos Mísseis de Cuba em 1962 e é a base direta do Wi-Fi, Bluetooth e GPS modernos1942A Marinha dos EUA recusou a patente e nunca pagou um centavo a ela. Quando a patente expirou em 1959, empresas de telecomunicações usaram a tecnologia livremente — sem crédito e sem compensação
02Internet (roteamento de redes)Radia Perlman — engenheira americanaCriou o protocolo Spanning Tree Protocol (STP) em 1985 — o algoritmo que permite que redes de computadores conectem múltiplos caminhos sem criar loops infinitos de dados. Sem esse protocolo, a internet como estrutura de rede não funcionaria. Ela mesma diz não gostar do apelido “mãe da internet”, mas a contribuição é incontestável1985Nome quase desconhecido do grande público até hoje. Tim Berners-Lee (WWW, 1991) recebe crédito pela “internet” nas conversas populares — mas a rede física que o sustenta existe porque o algoritmo de Radia funciona
03Todo software que você usa (compiladores)Grace Hopper — almirante e matemática americanaCriou o primeiro compilador (A-0, 1952) — o programa que traduz linguagem humana em código de máquina. Antes disso, programar exigia escrever em binário. Todo IDE, todo editor de código, todo app que existe hoje só é possível porque compiladores existem. Também liderou o desenvolvimento do COBOL, que ainda processa 95% das transações em caixas eletrônicos no mundo1952“Computadores não entendem inglês” — resposta literal que recebeu de superiores quando propôs a ideia. Ela ignorou e construiu
04Reconhecimento de imagem em todos os apps de IAFei-Fei Li — pesquisadora sino-americana, StanfordCriou o ImageNet (2009) — 14 milhões de imagens catalogadas em 20.000 categorias, coletadas manualmente ao longo de 3 anos. O AlexNet de 2012 usou o ImageNet e provou que deep learning funcionava em escala, disparando a era moderna da IA. Filtros do Instagram, reconhecimento facial do iPhone, busca por imagem do Google: todos dependem da cadeia técnica que começa no ImageNet2009A proposta foi considerada “impraticável” pela academia. O prêmio Turing de 2018 foi para os três “padrinhos” do deep learning — sem menção ao conjunto de dados que tornou tudo possível
05ChatGPT, DALL-E, Codex e Sora (OpenAI)Mira Murati — engenheira albanesa, ex-CTO da OpenAILiderou tecnicamente como CTO o desenvolvimento dos quatro produtos que definiram a IA generativa pública: ChatGPT (2022), DALL-E, Codex (base do GitHub Copilot) e Sora (geração de vídeo). Gerenciou a crise de novembro de 2023 quando Sam Altman foi demitido pelo conselho — foi ela quem assumiu o cargo interinamente e manteve a empresa estável durante 72 horas de caos2018–2024Altman é o rosto global da OpenAI em entrevistas, capas de revista e podcasts. Murati aparece em segundo plano — apesar de ser a arquiteta técnica de tudo aquilo
06GPS de precisão (missões espaciais e aviação)Katherine Johnson — matemática negra americana, NASACalculou à mão as trajetórias das missões Mercury e Apollo 11. Em 1962, quando a NASA começou a usar computadores, o astronauta John Glenn se recusou a entrar no foguete antes que Katherine verificasse pessoalmente os cálculos da máquina — tamanha era a confiança na precisão dela. Os algoritmos de navegação espacial que ela desenvolveu influenciaram diretamente o GPS moderno e os sistemas de navegação de aviação comercial1953–1986Trabalhou como “computador humano” — título oficial da NASA para mulheres matemáticas. Separadas por raça no mesmo prédio. Sua história foi contada ao grande público apenas em 2016, com o filme Estrelas além do tempo — 30 anos depois de se aposentar
07Criptografia moderna e segurança digitalJoan Clarke — matemática britânica, Bletchley ParkTrabalhou ao lado de Alan Turing na decifração do código Enigma nazista na 2ª Guerra Mundial. Sua contribuição foi central para o desenvolvimento do Banburismus — o método de aceleração da quebra de código naval, considerado o mais complexo de todos os Enigmas. Estimativas históricas indicam que o trabalho de Bletchley Park encurtou a guerra em 2 a 4 anos. Toda criptografia moderna — incluindo HTTPS, o “cadeado” do seu banco online — tem raízes conceituais nesse trabalho1940–1945Recebia salário inferior ao dos colegas homens com menos qualificação. Foi oficialmente classificada como “linguista” para contornar regras que proibiam mulheres de cargos técnicos. O filme O Jogo da Imitação (2014) a retrata brevemente — Turing recebe 95% do crédito da narrativa
08Toda programação moderna (o primeiro computador foi programado por elas)As seis do ENIAC: Jean Jennings Bartik, Betty Holberton, Kathleen McNulty, Marlyn Wescoff, Ruth Teitelbaum, Frances SpenceEm 1945, seis mulheres foram contratadas para programar o ENIAC — o primeiro computador eletrônico de grande escala do mundo. Sem manual, sem treinamento, elas aprenderam a máquina pelos diagramas elétricos e inventaram, do zero, conceitos como subrotinas, aninhamento de loops e fluxogramas de programação. A apresentação pública do ENIAC em fevereiro de 1946 mostrou a máquina funcionando perfeitamente — e o Exército americano apresentou os engenheiros de hardware. As programadoras não foram mencionadas. Seus nomes ficaram fora da história por quarenta anos1945–1946Na cerimônia de lançamento do ENIAC, seus rostos apareceram nas fotos da imprensa — mas sem nome, sem crédito, sem apresentação. Por décadas foram chamadas de “refrigeradoras” ou “operadoras” nas raras vezes em que eram mencionadas. O reconhecimento formal veio apenas nos anos 1980 e 1990

💡 O que esta tabela prova: você não usa nenhuma tecnologia digital que não tenha, em alguma camada fundamental, uma contribuição feminina direta. Wi-Fi, GPS, compiladores, reconhecimento de imagem, segurança digital, IA generativa e a própria programação como disciplina. A pergunta correta não é “onde estão as mulheres na tecnologia?” — é “por que demoramos tanto para contar isso?”

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Progresso: Você já tem o mapa completo e a tabela que ninguém mostra. Agora vem o que vale: a história real de cada uma das 7 com o detalhe técnico que ninguém conta.

Os 7 perfis completos

🥇 Ada Lovelace (1815–1852) — a mulher que imaginou a IA antes do computador existir

Em 1843, Ada Byron King — Condessa de Lovelace — traduziu um artigo do matemático Luigi Menabrea sobre a Máquina Analítica de Charles Babbage. Mas ela não apenas traduziu: adicionou notas três vezes mais longas que o artigo original, descrevendo o primeiro algoritmo da história — uma sequência de instruções para calcular os números de Bernoulli, projetada para ser executada por uma máquina.

A nuance que ninguém conta: Ada foi além do que Babbage imaginava para a própria máquina. Enquanto ele via um calculador sofisticado, Ada escreveu que a Máquina Analítica poderia manipular qualquer tipo de símbolo — não apenas números — e potencialmente criar música, processar linguagem e muito mais. Ela estava descrevendo, em 1843, o conceito central da computação de propósito geral. E descrevia também, naquelas notas, os limites do que uma máquina poderia fazer por conta própria: sem o dado certo, sem a instrução certa, a máquina não pensa. Ela simplesmente executa. Esse limite conceitual é o mesmo que fundamenta a discussão sobre IA até hoje.

Por que você usa o trabalho dela hoje: A linguagem de programação Ada — criada pelo Departamento de Defesa americano em 1980 — é usada em sistemas de aviação, navegação espacial e defesa militar. Cada vez que um avião comercial usa seus sistemas de bordo, o legado de Ada está presente.

🥈 Grace Hopper (1906–1992) — a almirante que ensinou computadores a falar em inglês

Em 1952, Grace Murray Hopper criou o primeiro compilador da história — um programa chamado A-0 que traduzia instruções escritas em linguagem humana para código de máquina. Antes disso, programar um computador significava escrever diretamente em código binário ou Assembly. Grace não apenas facilitou a programação: ela democratizou o acesso.

A nuance que ninguém conta: a resistência que ela enfrentou foi interna e explícita. Quando ela propôs a ideia de que computadores poderiam entender palavras em inglês, seus superiores responderam que “computadores não entendem inglês”. Ela foi ignorada. Então ela construiu e demonstrou. O padrão “construo, mostro, aí você acredita” é familiar para qualquer mulher que trabalhou em tecnologia nos últimos 70 anos.

O “bug” literal: Em 1947, a equipe de Grace encontrou uma mariposa real presa nos relés do computador Mark II, causando uma falha. Ela colou o inseto no diário de bordo com a anotação “First actual case of bug being found”. O termo “debugging” — depurar código — vem desse momento. Toda vez que você depura um código, você está usando vocabulário que veio de Grace Hopper.

Por que você usa o trabalho dela hoje: COBOL, a linguagem que ela ajudou a criar em 1959, processa 95% das transações em caixas eletrônicos e 80% das transações de cartão de crédito presenciais no mundo, segundo a própria IBM. O banco onde está o seu dinheiro agora muito provavelmente roda sobre infraestrutura que depende de COBOL.

🥉 Fei-Fei Li (1976–) — a mulher que deu olhos às máquinas

Em 2006, Fei-Fei Li era professora de Stanford com um problema que todo mundo no campo de visão computacional ignorava: os modelos de IA eram treinados em conjuntos de dados ridiculamente pequenos e por isso generalizavam mal. Os pesquisadores ficavam melhorando algoritmos enquanto o problema real era a escassez de dados. Ela decidiu resolver o problema da base.

O que ela criou — o ImageNet, lançado em 2009 — foi um banco de dados de 14 milhões de imagens catalogadas em mais de 20.000 categorias, todas etiquetadas manualmente. O trabalho levou três anos e foi considerado impraticável por boa parte da academia. Em 2012, o modelo AlexNet foi treinado no ImageNet e ganhou o desafio de reconhecimento visual com uma margem tão superior aos concorrentes que o campo inteiro mudou de direção. Deep learning, redes convolucionais, reconhecimento facial — tudo que está no coração de cada ferramenta de IA visual — foi desbloqueado pelo conjunto de dados que Fei-Fei Li recusou-se a não construir.

A nuance que ninguém conta: A revolução do deep learning de 2012 foi majoritariamente creditada ao trio Geoffrey Hinton, Yann LeCun e Yoshua Bengio — os “padrinhos da IA” que ganharam o Prêmio Turing em 2018. O AlexNet que provou que deep learning funcionava em escala só foi possível porque o ImageNet existia. Sem os dados dela, a revolução teria acontecido com pelo menos cinco anos de atraso.

4. Mira Murati (1988–) — a albanesa que arquitetou a era do ChatGPT

Mira Murati chegou à OpenAI em 2018 e foi nomeada CTO em 2022. Sob sua liderança técnica direta foram desenvolvidos o ChatGPT, o DALL-E, o Codex (que alimenta o GitHub Copilot) e o Sora. Os quatro produtos que definiram o que o público entende por “IA generativa” foram construídos durante sua gestão.

A nuance que ninguém conta: Em novembro de 2023, quando o conselho da OpenAI demitiu Sam Altman abruptamente, foi Mira Murati quem assumiu como CEO interina — mantendo a empresa funcionando durante 72 horas de crise intensa, com centenas de funcionários ameaçando sair. Altman voltou. Em setembro de 2024, Murati anunciou sua saída, declarando publicamente querer “criar espaço e tempo para minha própria exploração” — saindo junto com outros executivos sêniores em uma onda de saídas que marcou o fim de um ciclo na empresa.

Por que você usa o trabalho dela hoje: Se você já abriu o ChatGPT, gerou uma imagem no DALL-E ou usou o Copilot no GitHub, você usou o trabalho de Mira Murati.

5. Joy Buolamwini (1989–) — a “poetisa do código” que provou que IA tem preconceito

Joy Buolamwini estava trabalhando em um projeto de arte interativa no MIT Media Lab quando descobriu que o sistema de reconhecimento facial simplesmente não detectava o rosto dela. Ela precisou usar uma máscara branca para o sistema funcionar. Poderia ter ignorado. Em vez disso, fez disso o tema central de sua dissertação de doutorado.

O estudo que ela publicou em 2018, chamado “Gender Shades”, testou os sistemas de reconhecimento facial de IBM, Microsoft e Face++ com rostos de parlamentares de países africanos e europeus. O resultado, publicado nos Proceedings of Machine Learning Research: para homens de pele clara, os sistemas erravam apenas 0,8% das vezes. Para mulheres de pele escura, o erro chegava a 34,7%. Não era um bug — era um espelho do conjunto de dados usado para treinar esses sistemas, que sobrerrepresentava homens brancos.

A nuance que ninguém conta: Após a publicação, IBM e Microsoft revisaram seus algoritmos e anunciaram melhorias. Joy testou novamente e encontrou problemas persistentes. A lição técnica: melhorar a acurácia média esconde disparidades em subgrupos. Um sistema que erra 3% no geral pode errar 35% para mulheres negras — e o número médio de 3% é o que vai no material de marketing.

6. Timnit Gebru (1983–) — a pesquisadora que o Google tentou silenciar

Timnit Gebru nasceu na Etiópia, cresceu como refugiada e se tornou co-líder do time de ética em IA do Google. Em dezembro de 2020, foi demitida após escrever um artigo acadêmico apontando riscos ambientais e de viés nos grandes modelos de linguagem. O Google tentou suprimir o artigo internamente. Ela se recusou a retirar o nome. Foi notificada por e-mail enquanto estava de férias.

O que o artigo dizia: O paper “On the Dangers of Stochastic Parrots” argumentava que modelos gigantes de linguagem reproduzem e amplificam vieses dos dados de treinamento, têm custo ambiental enorme e criam uma falsa impressão de “compreensão”. Mais de 1.400 funcionários do Google assinaram uma carta de protesto. Hoje o paper é referência obrigatória em cursos de ética em IA no mundo inteiro.

A nuance que ninguém conta: Ela fundou o DAIR Institute logo após — pesquisa de IA independente, sem financiamento de big tech. O argumento central: pesquisa de ética em IA não pode ser feita honestamente dentro das empresas cujos produtos estão sendo avaliados. Esse argumento estrutural mudou como a academia pensa sobre conflito de interesses no campo.

7. Gabriela de Queiroz — a brasileira que criou a maior rede de mulheres em dados do mundo

Em 2012, Gabriela de Queiroz estava em São Francisco tentando aprender R — linguagem de programação para análise de dados — e percebeu que os grupos locais eram intimidadores e pouco acolhedores. Então fundou o R-Ladies. O que começou como um grupo local tem hoje capítulos em mais de 60 países e formou milhares de mulheres em ciência de dados. O Brasil tem um dos maiores números de capítulos ativos fora dos Estados Unidos.

A nuance que ninguém conta: O impacto do R-Ladies vai além da formação técnica. Ao criar um espaço onde mulheres aprendiam sem a pressão de provar competência constantemente, Gabriela resolveu um problema que cursos e bootcamps tradicionais ignoravam: não é que mulheres não queiram aprender tecnologia — é que os ambientes de aprendizado foram construídos para deixá-las desconfortáveis. Resolver o problema do ambiente antes do currículo é o insight que o mercado ainda não aprendeu completamente.

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Progresso: Você conheceu as 7 pioneiras com profundidade real. Agora vem o que fazer com esse conhecimento.

🚨 SOS: como identificar viés de gênero na IA que você já usa

  1. Teste de geração de imagem: Peça ao ChatGPT ou Gemini para “gerar a imagem de um CEO”, “um engenheiro” e “uma enfermeira” sem especificar gênero ou etnia. Observe o padrão. Se os CEOs e engenheiros forem predominantemente brancos e masculinos, você está vendo viés de dados em ação — o modelo aprendeu os estereótipos do mundo que foi usado para treiná-lo
  2. Teste de linguagem: Peça ao modelo escrever sobre “um especialista em IA” e depois sobre “uma especialista em IA”. Compare o tom e os adjetivos. Diferenças sutis de autoridade ou competência implícita indicam viés de gênero nos dados de treinamento
  3. Teste de reconhecimento facial: Se você usa filtros com reconhecimento de rosto, observe se o sistema perde precisão para peles mais escuras ou feições menos europeias. Se sim, você está vendo o efeito exato que Joy Buolamwini documentou em 2018 — e que as empresas prometeram corrigir mas não eliminaram completamente
  4. O que fazer com o resultado: Documente e reporte. Os botões de feedback do ChatGPT e Gemini existem justamente para alimentar processos de avaliação de viés. Compartilhe o que encontrar — a comunidade de ética em IA precisa de evidências do mundo real, não só de laboratório

O que a história oficial errou (e ainda erra)

  • Erro 1 — “O mito do gênio solitário masculino”: A narrativa dominante da tecnologia é construída sobre indivíduos — Steve Jobs, Elon Musk, Sam Altman. Na prática, tecnologia é trabalho coletivo, e as contribuições mais fundamentais costumam ser de infraestrutura, dados e metodologia — áreas que rendem menos manchete mas sustentam tudo. Essas são exatamente as áreas onde Ada Lovelace, Grace Hopper, Fei-Fei Li e as seis do ENIAC trabalharam. Corrija isso: Antes de creditar uma descoberta a um nome, pergunte quem construiu o dado, a linguagem e o método que tornaram aquela descoberta possível.
  • Erro 2 — “Homenagem no Dia da Mulher, silêncio o resto do ano”: Fei-Fei Li e Joy Buolamwini aparecem em listas de março. Em setembro, quando a discussão é sobre quem lidera os labs de IA, os nomes citados são quase sempre masculinos. Corrija isso: Cite essas pesquisadoras pelo trabalho técnico específico — “o ImageNet de Fei-Fei Li foi o que tornou possível o AlexNet de 2012” é um fato técnico, não uma concessão de diversidade.
  • Erro 3 — “Confundir diversidade com beneficência”: Equipes homogêneas produzem dados homogêneos, que produzem modelos com pontos cegos sistêmicos. O trabalho de Buolamwini e Gebru provou isso com números. Corrija isso: Use o argumento técnico, não só o moral, ao defender diversidade em times de IA. É mais difícil de ignorar e mais honesto intelectualmente.

Caso real: o algoritmo que não via mulheres negras — e o que mudou depois

Antes do Gender Shades (2018)Depois da publicação
– Sistemas de IBM, Microsoft e Face++ erravam até 34,7% para mulheres de pele escura (paper original, Proceedings of Machine Learning Research, 2018)
– Erro para homens de pele clara: apenas 0,8% — diferença de 43x no mesmo sistema
– Empresas não divulgavam disparidades por subgrupo, apenas acurácia média
– Não existia benchmark público padronizado de viés em reconhecimento facial
– IBM revisou algoritmos e reduziu disparidades mensuráveis
– Microsoft atualizou o Azure Face com dados mais diversos
– Joy fundou o Algorithmic Justice League — primeira organização dedicada a auditoria de viés em IA
– Gender Shades tornou-se referência obrigatória em cursos de ética em IA
– IBM, Amazon e Microsoft suspenderam temporariamente venda de reconhecimento facial para polícia em 2020

Insight chave: Uma dissertação de doutorado de uma mulher negra no MIT mudou a política de produto de três das maiores empresas de tecnologia do mundo em menos de dois anos. O que fez diferença foi a metodologia rigorosa — teste padronizado, dados abertos, resultados reproduzíveis. Não foi ativismo. Foi ciência.

👉 Amanda aconselha:

  • Se você é criadora de conteúdo sobre IA: Cite essas mulheres pelo trabalho técnico, não só pela identidade. “Fei-Fei Li criou o ImageNet que tornou possível o reconhecimento visual dos modelos de hoje” tem mais impacto do que “Fei-Fei Li é uma mulher incrível na IA”. O primeiro é um fato que muda percepção. O segundo é um elogio que pode ser ignorado.
  • Se você está começando na área de tecnologia agora: Use o histórico dessas mulheres como bússola técnica, não só motivacional. Pergunte: o que elas construíram que ainda funciona? Construção e documentação são os dois ativos de carreira mais duradouros na área, independente de gênero.
  • Se você lidera um time ou negócio: Antes de contratar ou treinar um modelo de IA para qualquer processo de decisão, pergunte: quem criou o dado de treinamento? Quem auditou o viés? Se não houver resposta clara, o risco técnico e reputacional está sendo ignorado.
  • Se você é mãe ou professora: Mostre essas histórias para as meninas antes que elas decidam que “tecnologia não é para elas”. Não como motivação — como correção de um fato histórico mal contado. Ada Lovelace escreveu o primeiro algoritmo em 1843. Seis mulheres programaram o primeiro computador em 1945. A narrativa de que mulheres chegaram depois é simplesmente falsa.

FAQ

  • Por que Ada Lovelace é considerada a primeira programadora se computadores não existiam no século XIX? Porque o conceito de algoritmo — uma sequência lógica de instruções para resolver um problema — é anterior ao hardware que o executa. Ada escreveu uma sequência lógica projetada para ser executada por uma máquina mecânica. O fato de a máquina nunca ter sido construída em vida dela não invalida o algoritmo. O conceito é o que conta.
  • Mira Murati saiu da OpenAI. Isso diminui o legado dela? Em nada. ChatGPT, DALL-E, Codex e Sora existem e foram construídos. O fato de ela ter saído em setembro de 2024 não apaga seis anos de liderança técnica que produziram os produtos que definiram a era de IA generativa. Jobs saiu da Apple em 1985. O Macintosh existia.
  • O percentual exato do Gender Shades é 34,7%? Sim. Esse é o número do paper original publicado nos Proceedings of Machine Learning Research em 2018 — o erro máximo documentado para mulheres de pele escura nos três sistemas testados. O número de 47% que circula em algumas fontes não é verificável na publicação original.
  • Hedy Lamarr realmente inventou o Wi-Fi? Ela inventou o princípio de frequency hopping spread spectrum — a tecnologia de salto de frequência que impede intercepção de sinais. Esse princípio está na base do Wi-Fi, Bluetooth e GPS modernos. A patente é de 1942. A Marinha dos EUA recusou na época e nunca pagou um centavo. Quando a patente expirou, as empresas usaram livremente.
  • Existe uma brasileira de destaque na IA além de Gabriela de Queiroz? Sim. Anna Helena Reali Costa (USP, redes neurais e robótica) e Sandra Avila (UNICAMP, visão computacional) têm contribuições relevantes em pesquisa acadêmica. O R-Ladies Brasil tem capítulos ativos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.

Conclusão: a IA que você usa tem rosto de mulher — aprenda a reconhecê-lo

Você acaba de percorrer 183 anos de história — de Ada Lovelace em 1843 a Gabriela de Queiroz em 2026. Aprendeu que o Wi-Fi do seu celular existe por causa de uma atriz austríaca refugiada de guerra que nunca recebeu um centavo pela patente. Que o primeiro computador da história foi programado por seis mulheres que não foram apresentadas na cerimônia de lançamento. Que os dados que ensinaram a IA moderna a enxergar foram coletados por uma pesquisadora que a academia chamou de impraticável. Isso não é motivação. É o registro técnico que a história oficial atrasou décadas para fazer.

O impacto prático desta leitura é duplo: você passou a enxergar a tecnologia como o que ela é — trabalho coletivo com contribuições distribuídas — e você tem agora os nomes certos para citar com dados verificados, não com achismo. A diferença entre quem compartilha esse conteúdo e quem passa direto é a mesma diferença que separou essas mulheres do esquecimento: atenção.

A próxima mulher que vai mudar a IA pode ser a que está lendo este texto agora. A diferença é que ela, diferente das anteriores, tem o contexto para saber que tem lugar — e os dados para provar.

💎 Dica de Ouro

Se você já tentou vender online, mas travou na criação de conteúdo ou na conversa com o cliente. Este combo entrega o mapa:

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Amanda Ferreira

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Não estou aqui pra te entreter com IA. Estou aqui pra te mostrar como ela pode MUDAR SUA VIDA — de verdade. Portal que antecipa o amanhã com aplicações práticas de hoje!

O mundo será transformado por quem tiver fé o bastante pra sonhar alto — e coragem o suficiente pra suar por isso. Este é o início. Mas já parece história. O futuro não espera e nós também não.

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Inteligência artificial é o cérebro que nunca dorme, aprendendo tudo, o tempo todo, pra resolver o que a gente nem sabia que precisava. A fase de brincar com IA acabou. Agora é fase de operar IA.

oi, sou Amandinha! sou filha de Maringá, mas minha visão é nacional. Trabalho com inteligência artificial não pra seguir tendências, mas pra antecipar soluções. Acredito que IA, nas mãos certas, pode revolucionar a educação e fazer algo significativo.

Menos ruído, mais resultado: automação, conteúdo inteligente e renda passiva na prática!

Oie, sei que caiu aqui por um motivo. Talvez esteja procurando respostas, soluções, ou só um novo jeito de ver o mundo. Se for isso mesmo, respira fundo: você chegou no lugar certo.

Enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer; É questão de tempo. Pra mim e pra você, é questão de tempo :))

Pensa comigo:
 • Quando surgiram os computadores, o Brasil só entrou anos depois.
 • Quando veio a internet banda larga, a gente ainda tava no barulho do modem discado.
 • Quando chegou o iPhone, o preço era proibitivo e as funções nem funcionavam aqui direito.
 • Mas agora? Com IA generativa?
Se você tem wi-fi e um celular, você tem o mesmo poder que um engenheiro do Google.

A diferença agora não é de acesso. É de intenção. E isso importa.

Não sou guru, nem venho com promessas mágicas :)) Eu gosto mesmo é de processos inteligentes, ideias que viram grana e ferramentas que economizam tempo. Depois de anos testando tudo no digital (o que funciona, o que é cilada, o que dá retorno mesmo), criei esse blog pra compartilhar o caminho mais leve e estratégico pra viver de conteúdo. Bem-vindo(a)!

Sou feita de recomeços,
de passos que tremem mas seguem,
de fé que não negocia com a dúvida.

Se for pra criar, que seja com verdade.
Se for pra vender, que seja com propósito.
Se for pra viver disso, que seja em paz.

Cada linha é uma tentativa honesta de transformar caos em caminho. Aqui é onde o ordinário vira extraordinário 🧡 Uma FILHA que só quer HONRAR seus pais.

É aqui que você encontra os 3Es: encorajamento, empreendedorismo e ensino! Na torcida que as palavras façam sentido, e sejam como flecha certeira na mão de um arqueiro valente.

Treinamentos AF é mais que um blog: é um projeto de impacto nacional que transforma inteligência artificial em prática acessível, gratuita e de alto nível para qualquer brasileiro. Nasceu para romper barreiras de custo, antecipar soluções e democratizar o futuro da tecnologia — sempre com propósito, clareza e visão de autoridade.

Hoje é um laboratório vivo de experimentação, amanhã será a maior central de IA aplicada do Brasil, e no futuro próximo, referência incontornável quando alguém quiser aprender, inovar ou sonhar com inteligência artificial sem precisar falar inglês ou pagar fortunas. É ponte, é voz, é revolução digital com cara brasileira ;)

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